Como uma organização criminosa, Bolsonaristas foram às ruas neste sábado e, de forma organizada, agrediram pessoas, quebraram carros e invadiram casas que tinham adesivos com o número 13
O que se viu nas ruas neste sábado, em diferentes episódios de violência atribuídos a manifestantes bolsonaristas, não pode ser tratado como um simples excesso de militância. Quando cidadãos são perseguidos, espancados, têm seus carros depredados ou suas casas invadidas, ou são apenas intimidados por causa de sua posição política, a democracia deixa de ser um espaço de disputa de ideias para se transformar em um ambiente de de medo, pânico e pavor.
A imagem mostrando um bolsonarista escalando o segundo andar de um sobrado, invadindo um imóvel após identificarem um adesivo de apoio ao presidente Lula na janela, são especialmente graves. É TERRORISMO POLÍTICO. Invadir uma residência, destruir patrimônio e intimidar moradores por causa de uma preferência política é um ataque às garantias mais básicas do Estado de Direito. Nenhuma divergência ideológica autoriza esse tipo de crime.
Também causam indignação os registros de agressões contra pessoas e da intimidação de motoristas, cobrados a declarar apoio político sob ameaça de violência. Quando a identidade política passa a ser motivo para espancamentos, perseguições ou destruição de bens, não estamos diante de uma manifestação democrática, mas da tentativa de impor o medo como instrumento de poder. São terroristas.
A democracia exige o confronto de argumentos, nunca a imposição pela força. Qualquer grupo político que recorra à intimidação, à violência e ao terror para silenciar adversários precisa ser varrido da História, pois abandona os princípios democráticos e deve responder na forma da lei. O Brasil não pode aceitar que a divergência política seja resolvida com agressões, invasões ou perseguições. O espaço da política é o debate; o da violência é o banco dos réus. Por isso, condenados do oito de janeiro não podem ser anistiados. Uma vez soltos, retornam espalhando medo e violência pelas ruas do país. Ontem o terror retornou às ruas disfarçado, novamente, de batom.
