Garotas de programa não devem aceitar ir à cama com deputado Luciano Alves (PSD-PR) por menos de R$ 1 milhão

E olha que o valor ainda estaria barato, se pensarmos que a corajosa precisaria de, pelo menos, uns R$ 500 mil em terapia e tratamento psicológico para tentar esquecer a “visão do inferno”

O que acontece quando o ego de um parlamentar colide com a realidade financeira de um acordo particular no Lago Sul? O episódio protagonizado pelo deputado federal Luciano Alves (PSD-PR) é um prato cheio: o sujeito nojento, que vive nas bolhas de poder da capital, parece acreditar que sua “autoridade” lhe confere um desconto automático na dignidade alheia. Ao ser flagrado em uma discussão mesquinha por valores com uma garota de programa, (e que as imagens deixam muito claro que ele só não agrediu a mulher porque estava sendo filmado), Alves não apenas expõe sua sovinice pervertida e promíscua e solitária, mas revela um sintoma clássico de quem confunde o público com o privado, achando que pode legislar até sobre o preço do desejo alheio. É o típico comportamento de quem quer o “gozo” sem arcar com o custo de sua própria existência abjeta, nojenta e repulsiva.

Chamar Luciano Alves de nojento nesse contexto não é um mero adjetivo, é uma constatação estética e ética. Nenhuma profissional do sexo deveria aceitar dividir o mesmo metro quadrado de lençol com esse senhor por menos de R$ 1 milhão de reais. Afinal, estamos falando de uma taxa de risco biológico e psíquico sem precedentes. Oferecer ou discutir valores na casa dos R$ 3 mil reais para suportar a presença de alguém que exala tamanha mediocridade é, no mínimo, um erro de cálculo de mercado. O parlamentar, que foi orientado pela acompanhante a “ir arrumar os dentes”, parece ignorar que a verdadeira cárie está na sua postura diante de quem ele julga estar “comprando”.

O valor de R$ 1 milhão de reais que propomos como “tabela mínima para parlamentares desse calibre” tem uma justificativa técnica: a reabilitação. Qualquer mulher que tenha a coragem (ou o estômago de aço) de se deitar com um nojento desses precisará gastar, por baixo, uns 200 mil reais em sessões intensivas de análise para tentar deletar da memória a “visão do inferno” que é encarar o rosto de um velho nojento desses sem roupas. É preciso muito divã para superar o trauma de ter ouvido ofensas e presenciado o desequilíbrio de quem, entre tapas e gritos, mostra que o poder, quando sobe à cabeça de tipos assim, só serve para revelar o quão pequenos eles realmente são.

Portanto, que fique o registro para as profissionais de Brasília: diante de Luciano Alves e sua comitiva de baixaria, o preço é tabelado no milhão. Menos que isso é prejuízo emocional garantido. Que ele guarde sua agressividade e seu pão-durismo para as emendas parlamentares, pois, no mundo real, a conta da insalubridade de se deitar com um ser tão nojento é alta demais. Se é que é passível a reabilitação posterior para quem se arrisca a ir pra cama com um ser tão nojento como esse.

Alessandro Lo-Bianco

Fui repórter da Editora Abril, O Dia, Jornal O Globo, Rádio CBN e produtor executivo dos telejornais da Record. Estou ao vivo na RedeTV!, como colunista de TV do programa “A Tarde é Sua”, com Sônia Abrão. Também sou colunista do portal IG (lobianco.ig.com.br). Tenho 11 livros publicados e 17 prêmios de Jornalismo.

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One thought on “Garotas de programa não devem aceitar ir à cama com deputado Luciano Alves (PSD-PR) por menos de R$ 1 milhão

  1. Parabéns Lobianco, vc mostra as verdades pelos quais estamos vivendo, desde a política q nesse momento está um absurdo, ex o Boso ter simulado doença, agora esse velho político, cd coisa q estamos passando, q se torna incrédulo, não fosse a sua formação, gosto se segui-lo, vc fala, vc mostra…sucesso

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