Provoque, gere confusão, e depois reclame de “agressão”: o modus operandi que tem ameaçado a segurança dos estudantes e resultado em pancadaria nas universidades. Só está faltando alguém ser baleado na próxima incursão universitária do parlamentar…
Mais um episódio lamentável no Universidade de São Paulo (USP) terminou em violência física e estudantes feridos depois que o vereador Lucas Pavanato promoveu mais uma de suas provocações políticas dentro de um campus acadêmico. A ação, que começou com uma tenda montada na praça do relógio em torno de temas polarizadores como o aborto, acabou, segundo relatos de alunos, em agressões, uso de spray de pimenta e ao menos um estudante hospitalizado com suspeita de lesão no tendão de Aquiles.
O que se viu hoje não foi um “diálogo pacífico” ou um exercício legítimo de debate de ideias. Foi mais do mesmo: um parlamentar que, em vez de promover discussões civilizadas, entra em universidades com equipe e produção de vídeo para incitar reações, gerar conteúdo para redes sociais e, invariavelmente, terminar em pancadaria fazendo seus vídeos de campanha para seu público eleitor extremista, inimigos declarados das universidades públicas, professores e estudantes. Relatos de estudantes e membros do DCE qualificam Pavanato como um provocador oportunista que usa dinheiro público para atacar alunos e criar conflitos que, estrategicamente, alimentam narrativas nas plataformas digitais.
Esse tipo de atuação não é novo nem isolado. Eventos similares já tinham ocorrido diversas vezes no passado, com videomakers e apoiadores acompanhando o vereador em campi e, em pelo menos uma ocasião anterior, um segurança chegou a sacar uma arma em meio a uma confusão dentro de uma faculdade. É inadmissível. Esse padrão reforça que não se trata de um encontro fortuito com estudantes, mas de uma ação calculada de confrontação. E o ambiente universitário, que deveria ser um espaço seguro para aprendizado, debate e pesquisa, tem sido transformado em palco de espetáculo político e tensão física e pancadaria promovida pelo parlamentar e sua equipe de seguranças.
É chegada a hora de refletirmos: a Justiça tem instrumentos legais para proteger o ambiente universitário. Existem precedentes e fundamentos jurídicos para restringir a entrada de indivíduos que reiteradamente violam a ordem, a segurança e o direito ao estudo pacífico, especialmente quando essas incursões terminam em violência e riscos físicos a estudantes. Estão esperando algum estudante ser baleado dentro das universidades “em legítima defesa”? Chega de normalizar a pancadaria promovida pelo parlamentar nas universidades como “parte do debate político”. A universidade não pode ser transformada em ringue, praça de guerra ou cenário para viralizar vídeos de conflito. A Justiça precisa agir e garantir que o espaço acadêmico continue sendo, antes de tudo, seguro e propício ao livre florescimento das ideias, sem parlamentários ávidos a confusão e pancadaria para campanha em suas redes sociais. é URGENTE QUE Justiça proíba a entrada do parlamentar em ambiente acadêmico, pela segurança dos estudantes.
