Poder político abandona a sociedade e se ajoelha ao crime
Quando a Polícia Federal aponta que Rodrigo Bacellar operava como “núcleo político” de uma facção criminosa, não estamos diante de um escândalo comum, mas de uma falência moral do Estado. A promiscuidade estrutural entre poder institucional e crime organizado. Sério mesmo… Isso é captura estatal! Sequestro institucional! Será que vocês conseguiram entender? O APARATO PÚBLICO como instrumento de FACÇÕES ARMADAS. A facção que já não precisa apenas do fuzil, porque passa a contar com o Diário Oficial.
A votação na Assembleia Legislativa que livrou o parlamentar, segundo os investigadores, estaria ligada à distribuição de cargos no governo do Rio. Isso não é articulação política, é barganha obscena. Cargos deixam de ser funções e passam a ser recompensas por silêncio e proteção. O Estado, nesse cenário, entra como peça central de uma organização criminosa. Não se trata de ideologia, trata-se de degeneração criminosa. Se deputados negociam sobrevivência criminal com política em troca de espaços estratégicos, estão dizendo à sociedade: “tomamos isso de assalto. Todos no chão!”
A apreensão de um organograma com nomes de possíveis secretários de uma futura gestão estadual expõe algo ainda mais alarmante: o projeto de poder. Não era improviso, era planejamento. A facção, segundo a investigação, não buscaria apenas influência periférica, mas inserção no coração do Executivo. Essa é a transição do crime de rua para o crime de governo. É a normalização do absurdo. A política como extensão operacional de grupos que historicamente impõem domínio pela violência.
O pedido de novo inquérito por suspeitas de lavagem de dinheiro e outros crimes, com menção ao governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, amplia o quadro e exige rigor absoluto. A complacência é parte do problema. A democracia não morre apenas por golpes espetaculares; ela apodrece quando representantes eleitos transformam o Estado em balcão de interesses criminosos. Não há meio-termo aceitável: ou as instituições rompem de forma intransigente com qualquer elo entre política e facção, ou estaremos admitindo que o crime organizado deixou de ser um problema de segurança pública para se tornar o maior problema político do país. Uma milícia parlamentar.
